Conheça 8 títulos do nosso catálogo para presentear

“Eugénie Grandet”, de Balzac (trad. Marina Appenzeller)
A obra narra a história de amor recalcado da jovem que dá título ao romance e a vida de uma pequena província francesa. Neste livro, o autor francês compõe, através de personagens fortes e da paisagem de uma paralisada e decadente sociedade, um amplo estudo ficcional sobre a futilidade pequeno-burguesa, o poder absoluto que o dinheiro exerce sobre a vida e o caráter das pessoas, a frustração amorosa e a índole humana. 


“Os sofrimentos do jovem Werther”, de J. W. Goethe (trad. Erlon José Paschoal)
Poucos livros tiveram a repercussão imediata que esse clássico conseguiu, certamente pela forma pungente, desabrida e catártica com que o protagonista evocado no título, Werther, figura da alta aristocracia germânica, destrincha o seu amor — na verdade, algo mais próximo à obsessão — que nutre pela bela Charlotte. 


“Syngué sabour”, de Atiq Rahimi (trad. Flávia Nascimento)
Em persa, syngué significa “pedra”, e sabour, “paciente”. Pedra paciente, a pedra-de-paciência. A personagem central desta obra, uma mulher afegã, vela o marido — que vegeta em uma cama com uma bala alojada na cabeça. Os tempos são difíceis. Na rua, os tanques e as Kalashnikov atiram sem cessar, a guerra civil impera às portas da casa onde a mulher espera por um milagre. Enquanto isso, lentamente a mulher faz jorrar de dentro de si as recordações há muito escondidas. Passa a narrar ao marido fatos que ele sempre ignorara.


“Beleza e tristeza”, de Yasunari Kawabata (trad. Lídia Ivasa)
O enredo de “Beleza e tristeza” conta a história das consequências duradouras de um breve caso de amor. Embora muito envolvente e difícil de o leitor largar, não dá conta da grandeza do livro. Suavemente lírico, mas feroz, com intensidade, paixão e uma narrativa no estilo característico de Kawabata, traz sutilmente à tona questões de tradição e modernidade. 


“Doce amanhã”, de Banana Yoshimoto (trad. Jefferson José Teixeira)
Em Doce amanhã, romance ao mesmo tempo breve, delicado e profundo, Banana Yoshimoto nos apresenta à protagonista-narradora Sayo, que levava uma vida normal, dividindo-se entre Tóquio e Kyoto, até que um grave acidente de carro a faz vivenciar uma experiência transformadora. Uma experiência de quase morte em que ela é transportada a um mundo de paisagens radiantes e cores iridescentes, e tem a oportunidade de se reencontrar com seu avô e seu cachorro de estimação, ambos já falecidos. 


“Hotel Íris”, de Yoko Ogawa (trad. Jefferson José Teixeira)
Yoko Ogawa, em “Hotel Íris”, concede a narração à personagem Mari, uma adolescente de dezessete anos que trabalha na recepção do hotel que dá título ao livro. O estabelecimento fica em uma região litorânea e é um negócio de família, que tem como administradora a mãe da jovem, uma mulher linha-dura e viúva. A ordem do cotidiano é comprometida quando, certa noite, irrompe uma discussão entre uma prostituta e um homem misterioso, hóspedes no quarto 202. Após o escândalo, Mari sente-se atraída pelo homem, que conta cerca de sessenta anos, está às voltas com a tradução de um romance russo e tem um passado suspeito quanto à morte de sua esposa. Os dois iniciam um relacionamento para lá de controverso, com uma busca pelo prazer por meios degradantes, humilhantes e violentos.


“Mil tsurus”, de Yasunari Kawabata (trad. Drik Sada)
Kikuji Mitani é um jovem que, durante uma cerimônia do chá, reencontra duas antigas amantes de seu falecido pai, Chikako Kurimoto e a viúva Ota, e de repente se vê profundamente envolvido com elas. Nessa história em que o passado, através da figura do pai do protagonista, desperta sentimentos em conflito, Kawabata demonstra, mais uma vez, seu profundo conhecimento da antiga cultura de seu país e enaltece a importância da arte oriental, representada nas cerâmicas seculares do ritual do chá e nas alegorias singelas dos elementos tradicionais de seu país. Ao mesmo tempo em que discorre sobre a permanência da arte no decorrer dos séculos, sobrevivendo a gerações, o autor nos mostra o lado efêmero da vida e das relações humanas. 


“O segredo do calígrafo”, de Rafik Schami (tradução de Silvia Bittencourt)
Nas ruelas estreitas da cidade velha de Damasco, um boato traça seu caminho: Nura, a bela esposa do famoso calígrafo Hamid Farsi, sumiu sem deixar qualquer pista. Por que deixou para trás uma vida que muitos lhe invejam? Ou ela teria sido vítima de sequestro pelos inimigos de seu marido? Desde sua mais tenra idade Hamid Farsi era festejado como gênio da caligrafia. Integrando uma confraria secreta de sábios, Hamid Farsi desenvolve planos para uma reforma radical da língua sem imaginar os perigos que o aguardam.



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