ENTREGAS EXPRESSAS DA KIKI 


O consagrado romance infantojuvenil Entregas expressas da Kiki (Majo no Takkyūbin ou Kiki’s Delivery Service), de Eiko Kadono, foi publicado originalmente no Japão em 1985. 

A história acompanha Kiki, uma bruxinha adolescente que nunca foge de um desafio. Quando seu aniversário de treze anos chega, ela está ansiosa para seguir a tradição das bruxas: escolher uma nova cidade para chamar de lar por um ano.

Cheia de confiança, Kiki voa para a vila costeira de Koriko e espera que seus poderes tragam facilmente alegria para os habitantes da cidade. Mas ganhar a confiança dos locais é mais complicado do que ela esperava. Tendo a seu lado Jiji, seu fiel e perspicaz gato preto, Kiki cria novas amizades e constrói sua força interior, finalmente percebendo que a magia pode ser encontrada até mesmo nos lugares mais comuns.




          


EIKO KADONO

EIKO KADONO nasceu em Tóquio, em 1935. Quando tinha dez anos, teve que se refugiar no norte do Japão devido à Segunda Guerra Mundial. De acordo com a própria autora, essa experiência de vivenciar uma guerra durante a infância desencadeou nela um caráter rebelde e teve um impacto profundo na sua maneira de ver o mundo. 

Graduou-se em literatura inglesa na Universidade de Waseda, em 1957. Aos 25 anos, ela emigrou para o Brasil, onde viveu por dois anos, e viajou ainda por Europa e América do Norte. Após o seu retorno para o Japão, começou a publicar livros, inclusive Ruijinnyo shonen, Burajiru o tazunete [O Brasil e meu amigo Luizinho] (1970), inspirado por sua vivência em terras brasileiras. Hoje, soma em torno de duzentos títulos publicados — entre livros ilustrados, contos juvenis, antologias de ensaios e traduções — e vários prêmios. 

O primeiro volume da série Majo no Takkyubin, sobre a bruxinha Kiki, foi lançado em 1985 e recebeu os prêmios Noma e Shogakukan, tendo sido também selecionado para a Lista de Honra da IBBY 1986. Em 2018, Eiko Kadono foi agraciada com o prêmio Hans Christian Andersen. O prêmio bienal é concedido a um autor cujas “obras completas deram uma contribuição importante e duradoura para a literatura infantil”.

SOBRE A TRADUTORA 

Lúcia Hiratsuka nasceu em 1960, no município de Duartina, SP. Quando criança, rabiscava sonhos no quintal de terra e escutava as histórias contadas por sua avó japonesa. Graduou-se pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, e estudou por um ano na Universidade de Educação de Fukuoka, Japão (1988-1989).

Publicou diversos títulos que escreveu e ilustrou, entre recontos de lendas japonesas, infanto-juvenis e livros ilustrados. Recebeu importantes prêmios, sendo os mais recentes: Melhor Livro para Crianças FNLIJ em 2015, por Orie (Pequena Zahar), que está na Lista de Honra da IBBY, 2016; prêmio literário da Biblioteca Nacional 2018 — literatura infantil; selo distinção da Cátedra Unesco; prêmio Jabuti 2019, na categoria de ilustração, por Chão de peixes (Pequena Zahar) e prêmio Jabuti 2019, na categoria juvenil, por Histórias guardadas pelo rio (SM).

SOBRE O ILUSTRADOR 

Daniel Kondo nasceu em 1971, em Passo Fundo, RS. Desde pequeno, entre livros, pincéis e tintas, mergulhava na biblioteca de sua casa e recriava mundos e histórias. Aos dezoito anos já ingressava nas artes gráficas. Trabalhando nas mais renomadas agências de publicidade, estúdios de design e grandes editoras.

Publicou mais de cinquenta livros em parceria com diversos autores, entre eles, Flavio de Souza, José Paulo Paes, Augusto Massi, Laura Erber, Silvana Tavano e Guilherme Gontijo Flores.

Por inúmeras vezes, foi premiado pela FNLIJ, sendo indicado como finalista do prêmio Jabuti, com diversos títulos. Na feira de Bolonha, Itália, recebeu o prêmio New Horizons, pela obra TCHIBUM!, editada pela Cosac Naify. Pela Companhia das Letras, entre outros, publicou Coletivos e Opostos — ambos da coleção “On the table”, de sua autoria.