MAQUIAVEL, A DEMOCRACIA E O BRASIL



Maquiavel, a democracia e o Brasil apresenta, a partir de referências históricas e atuais, da ciência política e das artes trágicas, um panorama sobre como pensar a ação política. Utilizando-se, especificamente, dos conceitos de Maquiavel, fortuna e virtude (virtù), Renato Janine Ribeiro analisa alguns fatos ocorridos nos principados italianos, a começar pela Florença de Maquiavel, e nas incipientes monarquias europeias para, posteriormente, se debruçar sobre a dinâmica de poder com os representantes do Executivo na Nova República brasileira (de 1985, com Sarney, até o governo Bolsonaro). Ora estará em cena a fortuna, ora a virtù, e será um jogo interessante vermos quais presidentes ascenderam e se mantiveram no poder pela primeira ou pela segunda.

Em todos os casos apresentados, há uma base comum que os assemelha: a legitimidade. Independente do regime, todo líder necessita dela, mas como mantê-la em uma democracia, onde há a alternância dos líderes em um curto período de tempo, é um problema cada vez mais complexo. Dessa forma, o professor de filosofia política e ex-ministro da Educação mostra ao leitor a enorme contribuição dada pelo florentino e como ela permanece relevante para refletirmos sobre a idiossincrática atualidade de nossa nação.


       


RENATO JANINE RIBEIRO

RENATO JANINE RIBEIRO é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo (USP), na qual se doutorou após defender mestrado na Universidade de Paris I (Pantheon Sorbonne), França. Tem-se dedicado à análise de temas como o caráter teatral da representação política, a ideia de revolução, a ética, a democracia, a república e a cultura política brasileira. Foi ministro da Educação no governo Dilma Rousseff e, em 2021, eleito presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Entre suas obras destacam se A sociedade contra o social: o alto custo da vida pública no Brasil (2000, Prêmio Jabuti de 2001) e A boa política: ensaios sobre a democracia na era da internet (2017), ambas pela Companhia das Letras, além de A pátria educadora em colapso (Três Estrelas, 2018).