O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO




Em um romance de surpreendente modernidade, o grande escritor do romantismo se joga de corpo e alma contra a pena de morte. Composta de um texto principal — o diário dos últimos dias da vida de um condenado —, de uma peça na qual personagens inventados por Victor Hugo criticam ferozmente a obra (prefácio à edição de 1829) e de um longo panfleto em defesa da causa (prefácio de 1932), esta edição vem contribuir para um debate em torno de uma discussão que alguns ainda tentam reviver no Brasil.

Redigida em primeira pessoa, sentimos como um soco no estômago a voz de alguém que compartilha nossa existência por um tempo determinado. Logo sua cabeça será ceifada pela famosa engenhoca do doutor Guillotin e irá rolar para o cesto que as apara após a decapitação. Num ambiente de trevas, assistimos na própria descrição do condenado hora a hora aos preparativos de sua morte, à sorte de seus companheiros mais felizardos dos trabalhos forçados, à derradeira visita de sua filha que não o reconhece e o afasta (“o senhor me machuca com essa barba”), ao despojamento de seus últimos pertences para companheiros de “fortuna”, etc.

Escrita em menos de três meses sob influência de uma execução em Paris à qual Victor Hugo assistiu em 1825, esta obra logo foi coroada de sucesso, para o qual contribuíram suas características inusitadas, como por exemplo: começa com a frase lapidar da declaração da sentença “Condenado à morte” e termina com “Quatro horas”, horário da execução, ou ainda um ácido humor negro. Como aponta o ex-ministro francês da Justiça Robert Badinter, abolidor da pena de morte na França em 1981, longos 156 anos após a publicação do Condenado, no livro-catálogo publicado por ocasião da grande exposição Victor Hugo na Biblioteca Nacional da França deste ano: “Esse relato é de uma modernidade surpreendente e já prenuncia bom número de obras contemporâneas, teatro de Samuel Beckett, ou romance de Alexandre Soljenitsin, particularmente com Um dia na vida de Ivan Denissovitch.”


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VICTOR HUGO

Victor Marie Hugo nasceu em 26 de fevereiro de 1802, em Besançon, França. Foi educado por vários tutores e estudou em escolas privadas. Tornou-se escritor aos 15 anos, e logo assumiu um lugar excepcional na história da literatura ocidental, dominando todo o século XIX graças a sua fecunda genialidade e à diversidade de sua produção. Escreveu desde poesia lírica, satírica e épica até romances e dramaturgia em prosa e em versos. Chegou a ser considerado poeta oficial da nação francesa. Em 1827 redigiu o famoso prefácio de Cromwell, tido como o manifesto do movimento romântico na França. Tornou-se membro da Academia Francesa em 1841. Suas obras mais famosas são os romances Notre-Dame de Paris (1831), publicado pela editora Estação Liberdade, e Os miseráveis (1862). Também foram publicados pela editora O último dia de um condenado (1829) e O Homem que ri (1868). No final da carreira, passou um longo período no exílio, por oposição ao império de Napoleão III. Teve longa militância contra a pena de morte. Faleceu em 22 de maio de 1885, em Paris, e está enterrado no Panthéon. 




Livro
Tradutor Joana Canêdo
Formato 14x21
Páginas 200
ISBN 978-85-744-066-4

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